Descobrindo o Rio
O que fazer no Rio de Janeiro
O que realmente vale a pena conhecer aqui, quando vir para isso e como o ano do Rio se desenrola de fato — escrito por pessoas que trabalham na cidade, e não apenas a visitam.
A maioria dos guias sobre o Rio apresenta sempre os mesmos cinco cartões-postais: o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, Copacabana, Ipanema e o Maracanã. Todos merecem ser visitados, e o senhor deve visitá-los. Mas eles dizem muito pouco sobre como é realmente estar aqui, e absolutamente nada sobre quando estar aqui — o que, no Rio, é mais importante do que em quase qualquer outra cidade que conhecemos.
O Rio vive ao ritmo do calendário. Pleno verão, Carnaval, os meses secos de inverno, a véspera de Ano Novo na praia de Copacabana: a cidade muda completamente de caráter de uma época para outra, assim como os preços, as multidões e o clima nas ruas. A seguir, apresentamos esse ano de forma sincera, com os guias individuais que elaboramos ao longo do caminho.
O Ano do Rio
As estações do hemisfério sul pegam de surpresa a maioria dos visitantes do hemisfério norte. De dezembro a março é o calor: longos dias de praia, tempestades à tarde que se dissipam tão rápido quanto chegam e uma cidade que fica acordada até tarde. O Carnaval ocorre nesse período e domina tudo ao seu redor. Abril e maio trazem um resfriamento suave e as ruas ficam vazias — é nessa época que o Rio mais se assemelha a uma cidade normal, vivendo sua rotina. De junho a agosto ocorre o inverno local, o que, para quem chega da Europa ou da América do Norte, significa dias amenos, secos, com céu quase sempre limpo e a melhor luz do ano. A partir de setembro, o calor volta a aumentar até o Ano Novo, quando Copacabana fica lotada para os fogos de artifício.
Se o senhor tiver flexibilidade, planeje sua viagem levando em conta os fins de semana prolongados e o calendário de festivais, em vez de datas fixas — isso influencia o custo da viagem e o quanto da cidade o senhor realmente conseguirá conhecer.
Carnaval
O Carnaval consiste em dois eventos totalmente distintos que compartilham o mesmo nome. O Sambódromo é o evento televisionado: um desfile competitivo entre as escolas de samba, com ingressos, assentos reservados e que dura a noite toda, de escala extraordinária e que realmente vale a pena assistir pelo menos uma vez. Os blocos são a outra vertente — festas de rua gratuitas, centenas delas, espalhadas por todos os bairros desde o amanhecer até bem depois do anoitecer, e, para a maioria dos visitantes, a parte mais memorável.
Duas observações práticas. As reservas de hospedagem para o Carnaval são feitas com meses de antecedência e os preços sobem bastante; portanto, decidam-se com antecedência ou aceitem o que restar. Além disso, os ensaios nas semanas que antecedem o Carnaval são abertos ao público, mais baratos, bem menos lotados e muito mais próximos do que as escolas realmente são.
Praias, calor e atividades ao ar livre
A praia do Rio não é tanto um destino, mas sim a sala de estar da cidade — as pessoas trabalham, se encontram, se exercitam e discutem sobre futebol nela. Cada trecho tem seu próprio caráter, demarcado pelos postos de salva-vidas numerados: o Leblon, na extremidade mais distante, é um território familiar; o Posto 9 de Ipanema é onde se reúne a galera mais jovem da cidade; Copacabana é mais ampla, movimentada e diversificada. A qualidade da água varia de acordo com a praia e com a quantidade de chuva, e vale a pena verificar antes de dar algo como certo.
Além da areia, a Floresta da Tijuca fica dentro dos limites da cidade — uma das maiores florestas urbanas do mundo — e as trilhas que levam à Pedra Bonita, aos Dois Irmãos e ao Morro da Urca oferecem as vistas que aparecem nos cartões-postais, geralmente com muito menos gente do que no teleférico.
Música, Esporte e as Grandes Noites
O Rio leva a sério seus eventos de grande porte. A praia de Copacabana se transforma, de fato, no maior palco de shows gratuitos do mundo várias vezes por ano; o Maracanã continua sendo uma das verdadeiras catedrais do futebol; e o circuito de festivais traz grandes nomes internacionais com grande regularidade. Se a sua viagem coincidir com um desses eventos, organize-a em torno dele — a cidade está no seu melhor quando tem algo para comemorar.
Alimentação e Bebidas
A gastronomia do Rio tornou-se, discretamente, um dos melhores motivos para se visitar a cidade. Hoje em dia, há restaurantes de alta gastronomia de verdade, ao lado daquilo que sempre esteve aqui e que é mais importante: o botequim da esquina, a feijoada numa tarde de sábado, uma caipirinha em algum lugar sem cardápio e sem site. Aproveite ambos.
Cultura, pontos turísticos e eventos próprios da cidade
Além dos pontos turísticos óbvios, a vida cultural do Rio é muito rica — os museus na zona portuária revitalizada, o centro colonial que a maioria dos visitantes ignora completamente, as ruas nas encostas de Santa Teresa e as próprias comemorações e tradições da cidade, que os moradores locais celebram muito mais do que qualquer tradição importada.
Onde se hospedar
O local onde você se hospeda influencia a viagem mais do que qualquer outra decisão que você tome. Cada bairro da Zona Sul possui uma atmosfera, um nível de preços e um ritmo próprios, e a diferença entre eles é maior do que o mapa sugere. Escrevemos sobre cada um deles separadamente:
Caso uma visita venha a se prolongar, o nosso Guia para quem mora no Rio aborda como é, de fato, o dia a dia por aqui, e aluguéis de temporada são a maneira mais sensata de conhecer um bairro antes de se estabelecer nele.
Perguntas mais frequentes
Está pensando em algo além de uma visita?
Se o Rio de Janeiro está começando a parecer um lugar onde o senhor poderia morar, investir ou passar parte do ano, teremos prazer em conversar sobre o assunto — sem compromisso e sem discurso de vendas.
Agende uma consultaAs datas dos eventos, as programações e as informações sobre a venda de ingressos mudam com frequência. Caso um artigo trate de um evento específico, verifique os canais oficiais do organizador antes de fazer planos de viagem.
